7 pontos na análise de franqueabilidade

7 pontos na análise de franqueabilidade

Para franquear a sua marca é preciso estar atento aos pontos mais importantes, além de sempre contar com especialistas na área

1. A estrutura da empresa e sua capacidade de investimento em melhorias

O negócio está preparado para se tornar uma franquia em termos de gestão, estrutura, profissionais qualificados, organização interna e capacidade de suporte a franqueados? Analisar a empresa internamente em todas as suas áreas é necessário para observar seus alicerces. Muitos deles são voltados para o capital disponível em caixa.

Antes de franquear, o gestor deve contar com dinheiro suficiente para investimentos em melhorias estruturais e organizacionais, a fim de que os processos de produção sejam facilmente replicáveis em novas unidades da marca. Muitas vezes, máquinas precisam ser revistas e a disposição da loja deve ser modificada para comportar clientes de forma mais otimizada.

2. A marca, sua imagem e posicionamento no mercado

Qual a força da marca e qual a imagem que o público consumidor tem dela? É fundamental que, antes de se tornar rede de franquias, a empresa tenha clientes fiéis em seu território de origem. É a partir disso, afinal, que públicos-alvo em novas localidades serão identificados – de acordo com o perfil de clientes já existente.

Trabalhar a marca é, acima de tudo, trabalhar a qualidade dos produtos, dos serviços e do atendimento na(s) loja(s). Mas, a comunicação externa da empresa deve estar de acordo com o que a mesma oferece. A análise de franqueabilidade avalia se o posicionamento da empresa está de acordo com o que os consumidores estão procurando.

3. Potencial de vendas e concorrência

É a partir do posicionamento da marca do mercado que se percebe para onde ela pode expandir suas vendas. Isso, posto em comparação à concorrência da empresa, delimita quais novos públicos podem ser atingidos. É importante observar a concorrência (direta e indireta), a fim de avaliar quais são os diferenciais do negócio. Adentrar mercados que não oferecem o que a marca dispõe é o primeiro passo para ter uma rede bem-sucedida.

4. Diferenciais técnicos dos serviços e produtos oferecidos

Hoje em dia, está cada vez mais difícil criar produtos totalmente novos. Isso porque muitas empresas têm acesso às mesmas matérias-primas e insumos. As marcas semelhantes no mercado disputam a qualidade em fatores técnicos de produção. Por isso, a análise de franqueabilidade também observa o cuidado que a empresa tem com a qualidade propriamente dita de seus produtos e serviços.

5. Modelo financeiro e fontes de receita

Como são organizadas as finanças na empresa? É preciso colocar no papel todo o capital que será investido na transição para franquia, envolvendo adaptações estruturais e investimentos para transmissão de know-how a novos franqueados. Analisar as margens de lucro do produto e as despesas médias de operação de uma unidade no modelo de negócio também é fundamental para ter percepção a respeito da sobrevivência da rede. Afinal, ela dependerá do sucesso das lojas para continuar se expandindo.

6. Capacidade de transmissão de know-how

O conhecimento a respeito da operação da empresa deve ser transmitido em uma rede de franquias a novos operadores de lojas – os chamados franqueados. Logo, todo o know-how deve estar consolidado e padronizado desde já, a fim de ser replicado posteriormente. Mesmo em marcas que ainda não são franquias, os processos operacionais devem estar postos no papel e prontos para serem repassados para novos gestores.

7. A empresa é um bom ambiente de trabalho?

Todo novo franqueado deve se sentir motivado dentro da rede, afinal, seu trabalho será intenso e o retorno do investimento virá com o tempo. A fim de evitar insatisfações dos operadores, a gestão da rede deve prestar atenção nas condições de trabalho, no suporte oferecido aos funcionários e também na sua força como marca e produtos. A empreitada deve valer a pena para o investidor que, afinal, estará apostando na empresa.

Marmita Fit menor

Dicas para aplicar uma eficiente análise de franqueabilidade

Procure por consultorias

Formatar uma empresa em uma rede de franquias exige uma série de questões legais e estruturais que podem passar despercebidas pelo franqueador. No mercado, existem várias consultorias especializadas em franchising, as quais inclusive realizam a avaliação de franqueabilidade. A própria Associação Brasileira de Franchising (ABF), auxilia empresas com uma grande e qualificada gama de informações, através de ferramentas diversas, como o coaching. A ABF é a principal referência sobre franchising no Brasil. É importante que todo empreendedor em franquias conheça seu trabalho.

Também, existem alguns programas específicos voltados para consultorias. No Rio Grande do Sul, o Franquias RS, criado pelo SEBRAE/RS, conta com a ajuda da Central do Franqueado para selecionar negócios os quais estão aptos a se tornarem franquias. O objetivo é auxiliar empreendedores em todas as fases da transição para rede, analisando aspectos a melhorar dentro da empresa.

Fique atento às obrigações jurídicas

Para que uma empresa convencional se torne uma franquia, ela deve estar de acordo com a legislação específica do franchising. A Lei do Franchising delimita obrigações a serem seguidas por todo franqueador. Preste muita atenção também a respeito do registro da marca junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Tendo o registro, você evita problemas em relação à replicação do seu negócio. Sua validade é de dez anos, existindo a possibilidade de renovação por tempo indeterminado.

Tenha consciência da responsabilidade para com os futuros franqueados

Para que uma empresa se torne franquia, é necessário o investimento de capital de terceiros – no caso, os franqueados. Isso é algo bem delicado, pois a quantia investida envolve a instalação da nova unidade, o pagamento das taxas e o direito de uso da marca. O operador estará contribuindo, através de seu próprio capital, para a expansão da rede. Por isso, a empresa também deve ter as condições necessárias para oferecer o retorno a esses investidores. Oferecer bons programas de treinamento e suporte imediato são obrigações do franqueador. Uma franqueadora que não respeita o contrato pode se complicar na justiça e acabar no prejuízo.

Adequando seu negócio como franquia

Se você tem um negócio e pensa em como expandir de uma forma mais segura e prática, por que não escolher o franchising? Porém, sabemos que não é uma tarefa tão fácil e exige algum conhecimento de como funciona o sistema de franquias.

Dra. Angela Aleixo

Advogada especialista em Franquias e CEO da Aleixo Consultoria Jurídica


Agência VitalCom