O poder feminino nos negócios

O poder feminino nos negócios

Muito mais do que ter mais habilidades, se comparado aos homens, as mulheres têm no empreendedorismo a relação com o empoderamento, reconhecimento e acolhimento

Segundo pesquisa realizada no ano passado pelo Sebrae, dos 54 milhões de empreendedores, 24 milhões são do sexo feminino, colocando o País como na 7ª posição mundial entre empreendedores iniciais. E apontou ainda que 44% das mulheres abrem um negócio por necessidade, ou de renda extra, ou por liberdade financeira, por exemplo.

Em 2019, o Mundo das Franquias fez uma matéria sobre o empreendedorismo feminino no franchising, mostrando um pouco mais sobre este números e a participação ativa das mulheres no segmento, que representa 42% do total.

Separamos quatro mulheres, empreendedoras em franquias que representam muito bem este poder feminino no mundo dos negócios.

Nildi Soares de Oliveira

O poder feminino nos negóciosEla largou o emprego fixo de 21 anos na área de Gestão Corporativa, onde não via mais perspectivas de aprendizado e crescimento profissional e pessoal, para abrir o próprio negócio. Começou empreendendo no modelo home office e, recentemente, abriu uma loja física da franquia Encontre Sua Viagem.

Ela pediu demissão do antigo emprego e começou a pesquisar segmentos distintos. O setor de viagens foi o que a mais atraiu e “casou” com seu propósito pessoal. Em setembro de 2015, ela começou a empreender na sala da sua própria casa

“Nunca pensei em empreender, isso nunca esteve nos meus planos. Mas, após não me sentir mais realizada, surgiu essa ideia e o modelo de franquia foi o que melhor se encaixou no meu perfil, por questão financeira e pela facilidade da estrutura já montada para o negócio”, afirma a empresária.

Mayara Magalhães

O poder feminino nos negóciosCom 30 anos, a empreendedora sentiu que precisava mudar o foco da carreira, após cinco anos. Antes concursada pelo Ministério Público do Estado do Acre, ela tinha a ambição de crescer no mundo dos negócios. Ela abriu uma unidade da franquia SUAV, em Rio Branco (AC), com mais duas sócias e não esperava que o sucesso fosse imediato. Em pouco tempo, o faturamento da loja subiu para R$75 mil, algo previsto a partir de dois anos.

“Pesquisei sobre os segmentos que mais crescem atualmente no Brasil e vi que o setor de beleza e estética está entre eles. A partir daí, comecei a procurar franquias com bom retorno e investimento médio que me atraísse mais. Decidi investir porque sempre quis ter um negócio e acho que a franquia é uma ótima opção para quem quer ter seu próprio negócio, pois você tem todo o know-how necessário de quem já atua no mercado”, afirma.


Érika Araújo

O poder feminino nos negóciosFugindo do comodismo e da zona de conforto, ela deixou 12 anos de carreira como operadora de telemarketing, na área da educação (vendas de cursos por telefone), para empreender em outra cidade. A rotina era sempre a mesma e o trabalho ela já dominava inteiramente. Em 2012, seu o marido que atua como militar, foi transferido para Americana (SP) e ela precisou tomar uma decisão que acabaria por completo da rotina. Foi quando optou por abrir uma franquia de educação profissionalizante Via Certa.

“Nesse momento eu resolvi acompanha-lo e começar uma vida nova. O medo foi inevitável porque eu estava acostumada com a minha rotina, com a empresa em que trabalhava e com as pessoas que conviviam ali comigo. Além disso, eu não sabia em quanto tempo eu iria conseguir outro emprego, o que me deu ainda mais medo porque nós temos um filho de treze anos e contas a pagar assim como todo mundo. Foi uma decisão muito difícil e importante, mas decidi ir”, explica Érika.

Erika Felício

O poder feminino nos negóciosAbriu uma operação da franquia de estética automotiva Acquazero em Recife (PE) e hoje comanda segmento predominantemente masculino, após fechar duas empresas, trabalhando home office, faturando cerca de R$20 mil por mês. Casada e com um filho pequeno, conciliava as tarefas do lar com as atividades profissionais na revenda de produtos de beleza, que a permitiam ajudar no orçamento familiar. Por seis meses, persistiu nesse projeto, mas resolveu fechar as portas porque não gerando lucro.

Meses depois, a família então abriu uma empresa no setor de alimentos, mas desistiram do negócio devido às proporções do investimento que estavam se tornando gigantescas. Erika vendeu sua parte e foi realizar para um sonho antigo e com fonte de renda confiável: carros. “Sempre fui vidrada em carros. Nunca havia trabalhado diretamente com veículos, mas sempre fui muito curiosa, então resolvemos tirar esse sonho do papel e colocar em prática”, conta.

Por Rafael Gmeiner


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Rafael Gmeiner

Jornalista com mais de 18 anos de experiência, atualmente é CEO da Agência VitalCom, especializada em assessoria de imprensa e produção de conteúdo, além de ser o editor do site Mundo das Franquias. Possui know-how de mais de seis anos no segmento de franchising